A direção da FEM-CUT/SP definiu, em reunião realizada nesta quarta-feira (6), uma estratégia de mobilização da categoria estruturada em duas frentes de luta: a Campanha Salarial 2026 e a atuação no Congresso Nacional. O objetivo é fortalecer a pressão por avanços concretos, tanto nas negociações diretas com o setor patronal quanto nos espaços do Parlamento.
Em ambas as frentes, os metalúrgicos defendem pautas centrais, como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a valorização dos salários e a melhoria das condições de vida da classe trabalhadora. Para os dirigentes, o avanço dessas reivindicações depende diretamente de uma base mobilizada e organizada, além da ampliação da representação dos trabalhadores nos espaços de decisão política, como a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional.
Durante o encontro, os participantes também contaram com a contribuição do ex-deputado José Genoíno, que apresentou uma análise da conjuntura política, destacando os desafios e as oportunidades para a classe trabalhadora no cenário atual. O DIEESE trouxe um panorama econômico, subsidiando o debate com dados sobre o custo de vida dos trabalhadores, as condições do mercado de trabalho e os impactos sobre a categoria.
O presidente Erick Silva destacou a importância de articular as duas frentes de atuação. “Nossa luta não se limita à mesa de negociação. Precisamos estar organizados também no campo político, pressionando por mudanças que impactem diretamente a vida dos trabalhadores. É essa combinação que pode garantir avanços reais para um futuro melhor”, afirmou.
O secretário-geral, Max Pinho, reforçou a importância da consciência de classe nesse processo. “A força da categoria está na sua capacidade de mobilização. Seja nas fábricas, nas ruas ou nas redes, é a participação consciente dos trabalhadores que sustenta nossas reivindicações e dá peso às nossas pautas na mesa de negociação e no Congresso Nacional”, disse.
Já o tesoureiro Claudião Batista ressaltou a necessidade de disposição e compromisso. “Estamos construindo uma campanha que dialoga com a realidade da categoria e enfrenta os desafios atuais. Com organização e unidade, vamos fortalecer nossa pressão tanto nas negociações quanto no Parlamento”, pontuou.
Ao final da reunião, foi aprovado um calendário de lutas que inclui o ato de lançamento da Campanha Salarial 2026, além de mobilizações e ações de pressão junto aos parlamentares em São Paulo e em Brasília. A orientação da direção é intensificar a presença na base e ampliar o engajamento da categoria em todas as etapas dessas duas frentes de luta.
Fonte da matéria https://mundosindical.com.br/Noticias/View.aspx?ID=69013












